Quando o ultrassom 3D foi criado, alguns anos atrás, pensava-se que não haveria um método mais eficiente para observar os fetos durante a gestação. Na última semana, um brasileiro apresentou no Royal College of Art, em Londres, uma técnica de “impressão de bebês” em resina.
O carioca Jorge Roberto Lopes dos Santos, designer e pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia, desenvolveu o projeto que une outras técnicas de imagem pré-natal, como ultrassom e tomografia computadorizada, com a estereolitografia, muito utilizada na mecânica e na engenharia civil para a criação de protótipos físicos.
“Imagine o impacto do ‘protótipo’ de um feto de uma gestante com deficiência visual”, diz Heron Werner, especialista em medicina fetal que já utiliza o método, em carater experimental, em uma clínica no Rio de Janeiro.
O mais interessante dessa história toda é como surgiu a ideia: Werner, Lopes e Ricardo Fontes, do INT, digitalizavam peças arqueológicas do Museu Nacional, quando Werner se perguntou: “Se conseguimos isto com fósseis e múmias, por que não fetos?”. E como diz o velho ditado: “A necessidade e a curiosidade fazem o homem”.
Para mais detalhes sobre a reprodução dos fetos em resina, aconselho dar uma olhada no primeiro vídeo presente na matéria original, que mostra a estereolitografia em detalhes, e a galeria de imagens.



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