Hacker usando capuz com uma projeção de código binário sobre o rosto
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Se você já ouviu falar sobre falhas de segurança, provavelmente já se deparou com o termo “falha de segurança de dia zero”. Mas o que isso significa exatamente? E por que as empresas de tecnologia ficam tão preocupadas com isso?

Uma falha de segurança de dia zero (ou zero-day) é uma vulnerabilidade em um software que ainda não foi descoberta pelo fabricante ou desenvolvedor do software. Isso significa que a falha é desconhecida e ainda não foi corrigida por meio de uma atualização de software.

Essa falta de conhecimento sobre a falha é o que torna a falha tão perigosa. Os cibercriminosos podem explorá-la sem serem detectados ou impedidos pelas soluções de segurança existentes. Eles podem usar a falha para executar código malicioso, controlar um sistema ou obter informações confidenciais sem o conhecimento ou consentimento do proprietário do sistema.

As falhas de segurança de dia zero são consideradas um dos tipos mais perigosos de vulnerabilidades. Como o desenvolvedor do software ainda não conhece a falha, não há patches ou atualizações disponíveis para corrigi-la, o que torna as organizações vulneráveis a ataques até que uma solução seja desenvolvida e disponibilizada.

Um exemplo recente de falha de segurança de dia zero foi descoberto em março de 2021. A falha afetava o software do Microsoft Exchange Server, que é amplamente utilizado por empresas em todo o mundo. A falha permitiu que os invasores acessassem os servidores e roubassem informações confidenciais. A Microsoft lançou uma atualização de segurança para corrigir a falha, mas muitas organizações foram afetadas antes que a atualização pudesse ser implantada.

Outro exemplo famoso de falha de segurança de dia zero foi o ataque do WannaCry, em 2017. O ataque explorou uma vulnerabilidade no sistema operacional Windows, da Microsoft, que ainda não havia sido corrigida. O WannaCry infectou centenas de milhares de computadores em todo o mundo, causando danos estimados em bilhões de dólares.

Como as falhas de dia zero são descobertas?

Existem várias formas pelas quais as falhas de segurança são descobertas, incluindo:

  • Pesquisadores de segurança: muitas vezes, os pesquisadores de segurança descobrem falhas de segurança de dia zero enquanto estão procurando vulnerabilidades em software existente. Os pesquisadores de segurança geralmente relatam a falha ao fabricante do software para que possa ser corrigida antes que seja explorada pelos cibercriminosos.
  • Hackers: os hackers também podem descobrir falhas de segurança de dia zero. Eles podem explorar a falha para obter acesso a sistemas e dados, ou podem vendê-la no mercado negro para outros cibercriminosos.
  • Testes de penetração: os testes de penetração são uma técnica usada pelas empresas para testar a segurança de seus próprios sistemas. Os testes de penetração podem identificar falhas de segurança de dia zero e outras vulnerabilidades que precisam ser corrigidas.

Entretanto, mesmo com todos os esforços para detectar e corrigir as falhas de segurança, é impossível evitar completamente as falhas de segurança de dia zero. Isso ocorre porque os cibercriminosos estão sempre procurando novas maneiras de explorar as vulnerabilidades, e muitas vezes as falhas de segurança são descobertas quando já foram exploradas.

Como se proteger de falhas de dia zero?

Para se proteger contra as falhas de segurança de dia zero, as empresas precisam adotar uma abordagem abrangente de segurança cibernética que inclui:

  • Atualizações regulares: as empresas devem manter seus softwares atualizados com as últimas atualizações de segurança. Essas atualizações podem incluir correções para falhas de segurança de dia zero que foram descobertas recentemente.
  • Segurança em várias camadas: as empresas devem adotar uma abordagem em camadas para a segurança cibernética. Isso inclui o uso de firewalls, antivírus, detecção de intrusão e outras soluções de segurança para proteger os sistemas contra várias ameaças.
  • Conscientização do usuário: os usuários devem ser treinados em boas práticas de segurança cibernética, como não clicar em links suspeitos ou baixar anexos de e-mails de remetentes desconhecidos.
  • Monitoramento constante: as empresas devem monitorar constantemente seus sistemas para detectar atividades suspeitas e reagir rapidamente a possíveis ataques.