Computador com monitor CRT, rodeado de livros, em uma sala escura mostrando uma caveira digital na tela
Midjourney

Nos últimos anos, a Teoria da Internet Morta vem ganhando destaque em fóruns e redes sociais. Segundo essa teoria da conspiração, grande parte do conteúdo disponível online seria gerado por bots e inteligência artificial, e não por seres humanos. A ideia pode parecer absurda à primeira vista, mas tem levantado discussões acaloradas sobre a autenticidade das interações virtuais.

A teoria foi proposta pela primeira vez em 2016 por um usuário anônimo do 4chan. Segundo ele, a internet como a conhecemos teria “morrido” por volta de 2016, quando um número crescente de bots começou a dominar as plataformas digitais. A partir desse ponto, a produção de conteúdo humano teria sido progressivamente suprimida por algoritmos e inteligência artificial.

Os defensores dessa teoria apontam para várias evidências que, segundo eles, sustentam suas alegações. Entre elas, destacam-se a uniformidade do conteúdo viral, o aumento de interações automatizadas, a proliferação de perfis falsos nas redes sociais, fazendas de cliques e softwares de geração de conteúdo artificial. Eles acreditam que essas práticas têm o objetivo de manipular a opinião pública, influenciar comportamentos e aumentar os lucros das grandes corporações de tecnologia.

Embora a teoria careça de comprovação científica robusta, ela toca em questões reais e relevantes sobre a natureza da internet moderna. A presença massiva de bots, proliferação de fake news e a manipulação de conteúdo são problemas reconhecidos, que afetam desde a credibilidade das informações até a segurança online. Governos e empresas de tecnologia têm buscado soluções para mitigar esses efeitos, mas o desafio é complexo e em constante evolução.

Estudos recentes parecem dar algum crédito à teoria. Um estudo da Universidade de Oxford, por exemplo, estimou que em 2018, 38% das contas do Twitter eram bots. Já um relatório da empresa de segurança cibernética Distil Networks revelou que 23% de todo o tráfego online em 2020 era proveniente de bots maliciosos.

Críticos da Teoria da Internet Morta argumentam que ela se baseia em suposições e exageros. Eles afirmam que, embora haja, de fato, um número significativo de bots online, isso não significa que a internet seja dominada por eles. A interação humana ainda é a força motriz das redes sociais e das plataformas digitais, sustentam esses críticos.

Independente de sua veracidade, a Teoria da Internet Morta nos obriga a refletir sobre o papel da tecnologia em nossas vidas e a importância de buscarmos uma internet mais transparente e segura. A discussão sobre a autenticidade online e a influência dos algoritmos é mais relevante do que nunca, e merece atenção tanto de usuários comuns quanto de especialistas em tecnologia.

A Teoria da Internet Morta nos leva a questionar o quanto do que vemos online é realmente genuíno. Em um mundo cada vez mais digitalizado, é crucial manter um olhar crítico e consciente sobre o conteúdo que consumimos e compartilhamos.