Parede com uma pixação escrita 1.1.1.1 em alusão ao endereço primário de DNS da Cloudflare

A Cloudfare anunciou neste 1º de abril — e não foi pegadinha — o seu serviço de DNS público. Focado em privacidade e velocidade, o serviço, que usa os endereços 1.1.1.1 e 1.0.0.1, funciona na mesma estrutura de data centers que o seu já popular gerenciador de DNS para domínios.

DNS funcionam como grandes “listas telefônicas” da internet, traduzindo os endereços dos sites que você visita em números IPs dos servidores onde o conteúdo está hospedado. Estes serviços são cruciais para uma navegação rápida, segura e confiável, evitando erros e atrasos no carregamento de páginas ou falhas no envio de e-mails. Imagina se você digitasse google.com e o seu provedor de internet te levasse para um site falso — ou pior: para o Bing?

“As pessoas vem trabalhar na CloudFlare todos os dias com a intenção de fazer uma internet melhor, mais segura, mais confiável e mais eficiente. Isso soa brega, mas é verdade”, diz Matthew Prince, CEO e cofundador da empresa, ao explicar a razão de criar o serviço. “O DNS é um protocolo com 35 anos de idade e está envelhecendo. Não foi projetado com privacidade e segurança em mente. (…) DNS não tem encriptação desde o início, então dados são vazados para qualquer um monitorando sua conexão de rede”, continua.

Prince completa: “É preciso caminhar para um protocolo novo e moderno. (…) Acreditamos que o DNS-over-HTTPS é particularmente promissor — rápido, fácil de processar e encriptado”, ressaltando que o DNS público do Google já utiliza a tecnologia, mas que navegadores e sistemas operacionais não ligados ao Google ainda relutam em adotá-lo por padrão, com medo de acabar enviando dados do usuário para o competidor.

Mas é rápido mesmo?

Alguns usuários já começaram a testar o serviço de divulgar suas avaliações. O hacker Nykolas Z publicou no seu perfil no Medium uma avaliação bem completa dos DNSs da CloudFlare, Google, Quad9, OpenDNS, Norton DNS, CleanBrowsing, Yadex DNS (Russia) e Comodo DNS através de 18 servidores espalhados pelo globo — inclusive em São Paulo.

O Resultado mostrou que o DNS da CloudFlare foi o mais rápido em 72% das localizações, com uma média de 4.98 ms de ping. No Brasil, o ranking ficou assim: CloudFlare (2.71 ms) em primeiro, seguida por CleanBrowsing (12.00 ms), Google_DNS (29.71 ms), Norton_DNS (114.71 ms), Quad9 (114.71 ms), Comodo_DNS (129.85 ms), OpenDNS (213.14 ms) e Yandex_DNS (238.14 ms).

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